E se os salários forem reajustados? O empregado cedido continua na folha da
empresa dele, e quem paga a conta é o órgão de destino. Quando o salário sobe, o valor a
reembolsar sobe junto e o teto do órgão fica mais apertado
sem que ninguém tenha sido
cedido a mais. É por isso que um órgão pode estourar o limite num ano em que não
recebeu nenhum cedido novo.
Como a conta é feita. Nada aqui vem de fora — é aritmética sobre o que o painel
já sabe:
custo hoje = nº de cedidos × custo por pessoa/ano
impacto = base escolhida × percentual de reajuste
teto necessário = teto da portaria + impacto
O
custo por pessoa/ano vem dos parâmetros da aba
Custo projetado
(hoje
). O
percentual é você que escolhe: pode ser a
expectativa de reajuste, o que já foi negociado, ou um cenário de teste.
As duas bases, e quando usar cada uma.
· Custo estimado do efetivo — aplica o percentual sobre o que as pessoas
custam. Responde "quanto a mais vou precisar pagar". É o mais fiel à realidade,
porque acompanha o efetivo que está lá.
· Teto da portaria — aplica o percentual sobre o limite. Responde "de quanto o
teto precisaria crescer". É o método das notas técnicas de proposta orçamentária, e
serve para pedir limite novo.
Um percentual só, ou um por empresa. O padrão é
linear: o mesmo percentual
para todo mundo, que é o cenário de referência. Mas o reajuste nasce da convenção coletiva
de
cada empresa, e elas não se movem juntas — então dá para trocar para
por empresa e informar o percentual de cada uma. Nesse modo, cada órgão recebe a
taxa que corresponde à
mistura de empresas que ele de fato tem (um órgão só com
gente dos Correios sente o reajuste dos Correios), e o número do recorte passa a ser a
média ponderada dessas taxas pelo efetivo — de forma que
impacto = custo × média ponderada continua valendo.
Uma ressalva honesta. O reajuste real depende da convenção coletiva de cada
empresa e da data-base dela — um aumento com data-base em maio não pesa o ano inteiro no
primeiro exercício. Esta simulação trabalha com
ano cheio, então o número dela é o
teto do impacto, não a média. Para o exercício em que o reajuste entra, o peso
real fica entre esse valor e a fração de ano correspondente.
O mesmo cálculo para vários percentuais de uma vez, para dar a ordem de grandeza sem
precisar testar um a um. Sobra do teto é o que ainda restaria depois do que já foi
liquidado neste exercício mais o impacto do reajuste — quando fica negativa, o teto atual
não comportaria aquele aumento.